sábado, 28 de maio de 2011

Olá, estranho.

Eu nem sei o que falar. É uma coisa nova pra mim, sabe... Roberto, né? Roberto Nunes? Pois é, Roberto... Será que eu posso te chamar de Nunes? É menor e não conheço ninguém com esse (sobre)nome. Já conheci um Roberto uma vez, mas não um Nunes...
Como eu dizia, essa coisa de conversar com um estranho é tão... estranho pra mim - nem consigo definir diferente. Mas eu vou me acostumar. Já me acostumei com situações bem mais adversas que essa. Até porque é só uma questão de tempo. Logo, logo vai ser mais fácil pra mim.
Como eu cheguei aqui? Bom... Nem sei muito bem. Na verdade, quando dei por mim, já tinha marcado uma consulta. E aqui estou: conversando com um estranho, já tagarelando bem mais do que eu pensaria que eu pudesse estar... É, pelo visto vai ser mais fácil do que eu imaginava. Isso é bom, não é? Ah, sei lá... Eu sou meio inseguro mesmo, até nas minhas seguranças. Não sei se é coisa da idade ou é um pouco mais complexo e específico que isso. Mas eu quero mesmo acreditar que sou apenas novos demais e que, daqui há algum tempo, isso passa. Como quando se pega uma doença não tão grave, mas a única cura é um remédio chamado tempo. Eu quero tanto que minha doença seja a idade e meu remédio seja o tempo...

Ah, acabou, Nunes? Nossa! Foi rápido. É por que é o começo, né? Ou eu que falei demais? Não importa. Agradeço pelos ouvidos. Prometo marcar outra sessão, tá? Eu volto.